Porto de Algeciras perderá um mínimo de 700 mil contêineres da Maersk em 2020

Porto de Algeciras perderá um mínimo de 700 mil contêineres da Maersk em 2020
Fonte: Revista Cargo, 8 Novembro, 2019.

“O Porto de Algeciras perderá 30% dos contêineres de um dos seus principais clientes, a companhia de navegação escandinava Maersk. A gigante dinamarquesa confirmou este downgrade através de uma carta endereçada ao Centro Portuário de Emprego do porto, líder do tráfego de contêineres em Espanha. Na missiva, apurou a Revista Cargo, a Maersk adverte para a descida (em cerca de 700 mil movimentos) da atividade no terminal da APM Terminals (sua subsidiária) para o ano de 2020. As cargas serão, expectavelmente, desviadas e operadas em Tânger Med.

Recorde-se que a Maersk vinha contemplando várias opções no que dizia respeito ao aumento de capacidade no Estreito de Gibraltar. A primeira opção consistia em maximizar o volume em Algeciras e Tanger Med 2 e comercializar a terceiros a capacidade do Tanger Med 1. A segunda opção passaria por reduzir significativamente a atividade em Algeciras (podendo descer até aos 50%) e maximizar os dois terminais do porto marroquino. No terceiro cenário, a Maersk passaria a operar exclusivamente em Tânger compraria mais espaço em Valência e Sines, onde seus navios já chegam.

De acordo com dados avançados pelo jornal ‘Europa Sur’, a Maersk e a sua subsidiária APM Terminals Algeciras já comunicaram aos agentes e instituições sociais o desafio para o futuro do Porto de Algeciras, que envolve a redução do custo unitário por movimento em 20%, a fim de aumentar a sua competitividade – a desconfiança da exequibilidade, a curto prazo, desta meta, terá levado à decisão de reduzir em cerca de 30% os movimentos do tráfego de transhipment no Porto de Algeciras. Os sindicatos aguardam, por agora, a confirmação oficial da Maersk”.

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