Containeres caem -16,2% em Janeiro; Porto de Lisboa contrariou a norma e cresceu +1,8%

Containeres caem -16,2% em Janeiro; Porto de Lisboa contrariou a norma e cresceu +1,8%
Fonte: Revista Cargo, 25 Março, 2020.

Ilustração/Reprodução Google Imagens.

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“Os dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) dão conta de uma descida homóloga de -9,7% na movimentação global dos portos do Continente no passado mês de Janeiro. Olhando em particular para o segmento dos containeres, denota-se também uma perda de fulgor: face a Janeiro de 2019, os portos movimentaram menos -16,2%, atingindo, assim, um volume global de 219 847 TEU.

Porto de Lisboa remou contra a maré
Segundo explica a AMT, este resultado fundamenta-se num comportamento negativo verificado na generalidade dos portos, com excepção do Porto de Lisboa, cujo volume aumenta +1,8%. Para esta variação negativa contribuíram maioritariamente Sines, que regista uma quebra de -23,2%, e Setúbal, com uma redução de -25,1%, sendo ainda de sublinhar o recuo de -4,3% verificado em Leixões e de -20% na Figueira da Foz.

Em termos globais, constata-se que a intensidade do comportamento negativo do sistema portuário do Continente no segmento dos containeres é fortemente condicionado pelo transhipment (com o Porto de Sines a registar uma quebra de -31,9% no volume de TEU), sendo, no entanto, de referir que o tráfego com o hinterland apresenta um recuo global de cerca de -3,8%, denota a AMT.

Sines continua a liderar nos containeres
Ainda no segmento dos containeres, saliente-se que o Porto de Sines mantém a liderança nacional (uma ocorrência sistemática), detendo, para tal, uma quota de 56,1%, seguindo-se o Porto de Leixões, com uma quota de 24,9%, o Porto de Lisboa fecha o pódio, com 14,1%. Na quarta colocação está o Porto de Setúbal, com 4,3%, e, na quinta posição, o Porto da Figueira da Foz, com 0,6%”.

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